Neste
post nós gostaríamos de trazer, a vocês nossos leitores (as), uma reflexão a
respeito de um assunto que consideramos interessante e de suma importância na
intervenção do Assistente Social: as Redes de Proteção Social.
1)
Redes de Proteção
Social – O que é isso?
Gostaríamos
de começar esclarecendo um pouco sobre o conceito de Redes:
“Redes – é um
conceito atual, que propõe uma inovação radical no modo de gestão social
pública. Introduz novos valores, habilidades e processos, necessários à
condução do trabalho social numa realidade que é complexa. Não podemos mais
atuar num ponto sem olhar para outros, somando e integrando competências e
intervenções. Não enfrentamos mais variáveis simples. Os fatos são multicausais
e multidependentes entre si.”
(Disponível em: http://www.neca.org.br/wp-content/uploads/Livro4.pdf)
“Entende-se como
Rede de Proteção Social a oferta de direitos sociais básicos e de oportunidades
para inclusão produtiva, abrangendo as políticas: de garantia de renda
(Programa Bolsa Família, Benefício de Prestação Continuada e previdência
social); de acesso a serviços (assistência social, saúde, educação, energia,
água, entre outras); e de trabalho e renda.”
(Disponível em: www.iets.org.br/IMG/ppt/doc-2033.ppt)
2) Mas
qual a importância das Redes de Proteção Social?
Se
pensarmos nos limites que o profissional enfrenta em sua atuação, seja com
relação a precariedade no ambiente de trabalho, falta de recursos ou pela
impossibilidade dele ou da própria Instituição em atender determinadas
demandas, neste caso, conhecer e recorrer à rede de proteção, informando e/ou
encaminhando o usuário para outra Instituição,Serviço ou Programa onde ele
possa ser atendido, significa viabilizar e ampliar o acesso da população aos
Serviços e Direitos Sociais e a possibilidade de atender o usuário em sua
totalidade. Desta forma também intervimos em consonância com os Valores e
Princípios de nosso Código de Ética, que prezam: pela autonomia, emancipação e
plena expansão dos indivíduos sociais; ampliação e consolidação da cidadania
com vistas à garantia dos direitos civis sociais e políticos das classes
trabalhadoras; defesa do aprofundamento da democracia, enquanto socialização da
participação política e da riqueza socialmente produzida; pelo posicionamento
em favor da equidade e justiça social, que assegure universalidade de acesso
aos bens e serviços relativos aos programas e políticas sociais, bem como sua
gestão democrática; pelo compromisso com a qualidade dos serviços prestados à
população.
A
atuação junto as Redes irá contribuir para a preservação e ampliação de
direitos, mas também irá requerer do profissional novas habilidades e
competências:
“As novas
demandas da gestão assentada em redes também alteram o modo de atuação dos
profissionais da ação pública. Há novas habilidades e competências em questão
(competência comunicativa e relacional e competência articuladora), que exigem
um olhar multidimensional, transdisciplinar. Comunicação e articulação são
indispensáveis ao trabalho social em rede, pois costuram a oferta de oportunidades
e de acesso a serviços e relações no território; conjugam e integram a
população-alvo a uma cadeia de programas e serviços ligados entre si. A ação
interprogramas permite potencializar o agir, porque retira cada ação do seu
isolamento e assegura uma intervenção agregadora e includente.”
Por
fim, no contexto atual onde as mazelas da questão social se intensificam, se
tornam cada vez mais complexas, e em contra partida há o sucateamento e a
mercantilização das Políticas Sociais e a desresponsabilização do Estado, não
faltarão desafios, como bem nos lembra Iamamoto, para nós futuros ou já
Assistentes Sociais:
“Um dos maiores
desafios que o Assistente Social vive no presente é desenvolver sua capacidade
de decifrar a realidade e construir propostas de trabalho criativas e capazes
de preservar e efetivar direitos, a partir de demandas emergentes no
cotidiano.Enfim, ser um profissional propositivo e não só executivo.”
(IAMAMOTO,2011)
Esperamos que
tenha sido produtivo, comentem e deixem sua opinião !!
Obrigada.
Referências
Bibliográficas:
Instituto
de Estudos do Trabalho e Sociedade (IETS)
Disponível em <www.iets.org.br/IMG/ppt/doc-2033.ppt>
Coleção
“Abrigos em movimento”, Livro 4 – in Associação dos Pesquisadores de Núcleos de
Estudos e Pesquisas sobre a Criança e o Adolescente.
Disponível em : <http://www.neca.org.br/wp-content/uploads/Livro4.pdf>
IAMAMOTO,
Marilda V. O Serviço Social na Contemporaneidade: trabalho e formação
profissional.20ª Edição – São Paulo, Cortez,2011.
Garantir o funcionamento das Redes de proteção social é importante para viabilizar aos seus usuários o acesso a serviços básicos, porém de grande importância para aqueles que usufruem. Por isso devemos atentar para uma forma de elaborar novas propostas de funcionamento, em meio à essa precarização e desresponsabilização do Estado. Muitas vezes não há o recurso necessário ou quando há, ele é mal administrado, fazendo com que o serviço prestado aos usuários se torne às vezes, inviável. Isso traz um grande desafio aos Assistentes Sociais: criar formas de utilizar os recursos existentes de forma a atender às demandas que se apresentam, tarefa essa bastante difícil, porém é um desafio que, eu acredito, que pode colocar esse profissional com mais experiência e amadurecimento para lidar com as diversas expressões da questão social.
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