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sexta-feira, 6 de abril de 2012

O Serviço Social e as Redes de Proteção Social.


Neste post nós gostaríamos de trazer, a vocês nossos leitores (as), uma reflexão a respeito de um assunto que consideramos interessante e de suma importância na intervenção do Assistente Social: as Redes de Proteção Social.

1)                 Redes de Proteção Social – O que é isso?
Gostaríamos de começar esclarecendo um pouco sobre o conceito de Redes:

“Redes – é um conceito atual, que propõe uma inovação radical no modo de gestão social pública. Introduz novos valores, habilidades e processos, necessários à condução do trabalho social numa realidade que é complexa. Não podemos mais atuar num ponto sem olhar para outros, somando e integrando competências e intervenções. Não enfrentamos mais variáveis simples. Os fatos são multicausais e multidependentes entre si.”

“Entende-se como Rede de Proteção Social a oferta de direitos sociais básicos e de oportunidades para inclusão produtiva, abrangendo as políticas: de garantia de renda (Programa Bolsa Família, Benefício de Prestação Continuada e previdência social); de acesso a serviços (assistência social, saúde, educação, energia, água, entre outras); e de trabalho e renda.” 

2)      Mas qual a importância das Redes de Proteção Social?
Se pensarmos nos limites que o profissional enfrenta em sua atuação, seja com relação a precariedade no ambiente de trabalho, falta de recursos ou pela impossibilidade dele ou da própria Instituição em atender determinadas demandas, neste caso, conhecer e recorrer à rede de proteção, informando e/ou encaminhando o usuário para outra Instituição,Serviço ou Programa onde ele possa ser atendido, significa viabilizar e ampliar o acesso da população aos Serviços e Direitos Sociais e a possibilidade de atender o usuário em sua totalidade. Desta forma também intervimos em consonância com os Valores e Princípios de nosso Código de Ética, que prezam: pela autonomia, emancipação e plena expansão dos indivíduos sociais; ampliação e consolidação da cidadania com vistas à garantia dos direitos civis sociais e políticos das classes trabalhadoras; defesa do aprofundamento da democracia, enquanto socialização da participação política e da riqueza socialmente produzida; pelo posicionamento em favor da equidade e justiça social, que assegure universalidade de acesso aos bens e serviços relativos aos programas e políticas sociais, bem como sua gestão democrática; pelo compromisso com a qualidade dos serviços prestados à população.

A atuação junto as Redes irá contribuir para a preservação e ampliação de direitos, mas também irá requerer do profissional novas habilidades e competências:

“As novas demandas da gestão assentada em redes também alteram o modo de atuação dos profissionais da ação pública. Há novas habilidades e competências em questão (competência comunicativa e relacional e competência articuladora), que exigem um olhar multidimensional, transdisciplinar. Comunicação e articulação são indispensáveis ao trabalho social em rede, pois costuram a oferta de oportunidades e de acesso a serviços e relações no território; conjugam e integram a população-alvo a uma cadeia de programas e serviços ligados entre si. A ação interprogramas permite potencializar o agir, porque retira cada ação do seu isolamento e assegura uma intervenção agregadora e includente.”

Por fim, no contexto atual onde as mazelas da questão social se intensificam, se tornam cada vez mais complexas, e em contra partida há o sucateamento e a mercantilização das Políticas Sociais e a desresponsabilização do Estado, não faltarão desafios, como bem nos lembra Iamamoto, para nós futuros ou já Assistentes Sociais:

“Um dos maiores desafios que o Assistente Social vive no presente é desenvolver sua capacidade de decifrar a realidade e construir propostas de trabalho criativas e capazes de preservar e efetivar direitos, a partir de demandas emergentes no cotidiano.Enfim, ser um profissional propositivo e não só executivo.” (IAMAMOTO,2011)

Esperamos que tenha sido produtivo, comentem e deixem sua opinião !!
Obrigada.

Referências Bibliográficas:

Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (IETS)

Coleção “Abrigos em movimento”, Livro 4 – in Associação dos Pesquisadores de Núcleos de Estudos e Pesquisas sobre a Criança e o Adolescente. 

IAMAMOTO, Marilda V. O Serviço Social na Contemporaneidade: trabalho e formação profissional.20ª Edição – São Paulo, Cortez,2011.

Um comentário:

  1. Garantir o funcionamento das Redes de proteção social é importante para viabilizar aos seus usuários o acesso a serviços básicos, porém de grande importância para aqueles que usufruem. Por isso devemos atentar para uma forma de elaborar novas propostas de funcionamento, em meio à essa precarização e desresponsabilização do Estado. Muitas vezes não há o recurso necessário ou quando há, ele é mal administrado, fazendo com que o serviço prestado aos usuários se torne às vezes, inviável. Isso traz um grande desafio aos Assistentes Sociais: criar formas de utilizar os recursos existentes de forma a atender às demandas que se apresentam, tarefa essa bastante difícil, porém é um desafio que, eu acredito, que pode colocar esse profissional com mais experiência e amadurecimento para lidar com as diversas expressões da questão social.

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