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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Usuários de crack voltam à Central do Brasil

Operações da prefeitura não conseguem inibir consumo da droga no Centro do RIO - É como enxugar gelo. As operações realizadas pela Secretaria municipal de Assistência Social não conseguiram frear o consumo de crack nas imediações da Central do Brasil e em ruas atrás do Comando Militar do Leste (CML). Na noite de quinta-feira, O GLOBO flagrou a cracolândia funcionando livremente e sem qualquer repressão no local.
Pela manhã, a prefeitura realizou ações de combate ao crack e de retirada de população em situação de risco de ruas do Centro, da Tijuca e de Copacabana. Equipes de abordagem recolheram 85 pessoas, sendo 74 adultos e 11 menores. Maioria foi recolhida em áreas do Centro.
A intervenção na quinta-feira começou pela Tijuca. Equipes percorreram as ruas Conde de Bonfim, Barão de Mesquita, Santo Afonso e Conde de Itanhangá; a Avenida Maracanã; e a Praça Saens Peña, onde foram identificados 21 adultos em situação de rua.
Em Copacabana, foram acolhidos oito adultos que perambulavam pelas avenidas Atlântica, Nossa Senhora de Copacabana; e pelas ruas Barata Ribeiro, Siqueira Campos e Figueiredo de Magalhães.
No Centro, funcionários da Secretaria de Assistência Social voltaram à Central do Brasil. Eles percorreram ainda a Avenida Presidente Vargas e as imediações da Rodoviária no Rio, da Estação da Leopoldina, do Viaduto dos Marinheiros e da Candelária. No Centro, 45 adultos e 11 crianças e adolescentes aceitaram seguir para abrigos do município.
União repassará R$ 40 milhões ao ano para o Rio.
Hoje pela manhã, a prefeitura e o estado assinam termo de adesão ao programa do governo federal "Crack, é possível vencer". A União repassará R$ 40 milhões ao ano para o município aumentar a oferta de tratamento de saúde e atenção aos usuários de drogas, enfrentar o tráfico e as organizações criminosas e ampliar as atividades de prevenção.
A assinatura do convênio será no Palácio da Cidade. Participarão da cerimônia os ministros José Eduardo Cardozo, da Justiça, e Alexandre Padilha, da Saúde; o governador Sérgio Cabral; e o prefeito Eduardo Paes.

30 de maio - Dia Nacional de Luta pela Implantação das 30 horas

Prefeitura do Rio e Serviço Público Federal também continuam com as mobilizações internas.
O Conjunto CFESS/CRESS está convocando os assistentes sociais e demais trabalhadores a organizarem, no próximo dia 30 de maio, o Dia Nacional de Lutas pela implementação da Lei das 30 horas semanais. Apesar de ter sido aprovada e sancionada em 2012, muitos empregadores ainda insistem em não cumpri-la, o que requer a necessidade da organização e da mobilização de toda a categoria para fazer cumprir esse direito conquistado, em uma árdua luta que há 3 décadas o Serviço Social vem fazendo.
A luta pela redução da jornada de trabalho é uma bandeira histórica da classe trabalhadora - reduzir jornada é ampliar a vida. No caso dos assistentes sociais, garante a possibilidade de prestar um serviço de maior qualidade à população usuária, princípio ético garantido no Código de Ética profissional.
Outras categorias profissionais estão na luta pela aprovação legislativa da jornada de 30 horas: psicólogos, enfermeiros, dentre outros. A vitória dos assistentes sociais serviu de fôlego para as lutas de muitas outras categorias de trabalhadores - e, por isso, o patronato insiste em não cumpri-la.
Nesse sentido, o CRESS-RJ entende que essa luta não será possível se não houver uma forte presença dos sindicatos - sujeitos que historicamente protagonizaram as lutas em torno da redução da jornada de trabalho.
O CRESS-RJ, assim, está propondo a criação de um Comitê Estadual Permanente pela Implementação das 30 horas semanais, que reúna entidades sindicais, associações, profissionais, estudantes e todos aqueles que se solidarizam com essa luta. Muitas têm sido as iniciativas administrativas, no interior das instituições, de exigência do cumprimento da lei. Mas entendemos ser fundamental coletivizarmos ainda mais as lutas, de modo a ganhar força e visibilidade pública. 
O lançamento deste Comitê será realizado em uma Plenária Estadual de Luta pela Implementação da jornada de 30 horas semanais para assistentes sociais, a ser realizada no dia 30 de maio, às 18:30h, no auditório do SINDJUSTIÇA, localizado na Travessa do Paço, 23 - 13º/14º andar, Centro. Estão sendo convidados para compor a mesa, além do CFESS e do CRESS-RJ, as representações estaduais das centrais sindicais.
A partir do mapeamento que existe hoje no CRESS-RJ, vários sindicatos e associações que representam assistentes sociais que não estão cumprindo oficialmente as 30 horas estão sendo convidados a participarem deste Plenária, de modo a comprometerem-se e somarem-se a essa luta. O CRESS enviou convites para as seguintes entidades: Sindsprev; Sindjustiça; Saserj; Sintufrj; Sintuff; Asdunirio; Asfunrio; Assemperj; Sinasefe; Sisejufe; Associação de funcionários da UFRRJ; Sintuperj; SEPE; associações de funcionários públicos dos municípios de Volta Redonda e de Petrópolis.

Contra o crack, prefeitura retira quase cem pessoas das ruas do Méier e do Centro

No Centro do Rio, foram recolhidas 20 crianças e adolescentes

RIO - A Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) realizou nesta terça-feira ações para a retirada de moradores de rua no Centro do Rio e no Méier, para o combate ao crack. No bairro da Zona Norte, os educadores sociais da Prefeitura do Rio abordaram e encaminharam para as Centrais de Recepção do município 36 adultos. Nenhuma criança ou adolescente foi localizada durante a operação. Já pela manhã, a inciativa feita no Centro da cidade recolheu 60 pessoas - sendo 40 adultos e 20 crianças e adolescentes.
No Méier, as equipes percorreram diversas ruas e logradouros do bairro, entre elas a Praça do Skate, as ruas Dias da Cruz e Goias, a Avenida 24 de Maio, além da região do baixo Méier e proximidades do Hospital Municipal Salgado Filho. O trabalho de acolhimento foi feito por 20 funcionários da SMAS.
Já no Centro, a iniciativa da secretaria contou com o apoio de policiais militares do 5º BPM (Harmonia) e de 20 funcionários da SMAS, entre psicólogos, educadores e assistentes sociais. As equipes percorreram o entorno da Central do Brasil, da Rodoviária Novo Rio e do Viaduto dos Marinheiros. Em São Cristóvão, as ruas São Januário, Vasco da Gama e São Cristóvão fizeram parte do roteiro percorrido pelos PMs e pelos funcionários. Nos pertences de algumas das pessoas abordadas, foram encontrados documentos e cartões bancários roubados, latas de solvente, facas e cachimbos para consumo de crack.
Após o processo de identificação na polícia, todos os acolhidos no Centro seriam encaminhados para as unidades de abrigamento da Rede de Proteção Especial do município. Os adultos iriam para o abrigo de Paciência, e as crianças e os adolescentes, para a Central de Recepção Carioca, no Centro. Os menores que fossem identificados com alto grau de dependência química seriam conduzidos para tratamento em uma das quatro unidades de abrigamento compulsório.


quarta-feira, 9 de maio de 2012

Dia do Assistente Social - 15 de maio

Prosseguindo com o tema educação, e relacionando com o post anterior, veja o cartaz disponibilizado pelo CFESS em comemoração ao dia do Assistente Social:


Confira material para divulgação no link a seguir. Além de cartaz, tem folder, adesivos, banner, marcador de página, entre outras coisas muito interessantes: 


Parabéns a todos os Assistentes sociais e futuros Assistentes Sociais.


sexta-feira, 4 de maio de 2012

A Situação da Educação Pública no Brasil

 Nós, enquanto alunos de Serviço Social, achamos importante trazer esse tema para reflexão, pois está em evidência na sociedade e se desdobra em questões relevantes para a categoria do Serviço Social pensar.
Antes de prosseguirem com a leitura assistam esse vídeo: 

Como podemos pensar em uma educação de qualidade se não há investimento nos profissionais, e mais especificamente nos salários dos educadores da rede pública. Pode-se dizer que antes de serem profissionais formados, são pessoas e trabalhadores como nós que têm famílias para sustentar e contas a pagar. Essas pessoas muitas vezes se desdobram para que mesmo com a falta de investimento por parte do poder público, os alunos tenham acesso a um ensino de qualidade. Esses professores carregam a responsabilidade de educar um país, mais especificamente os pobres do Brasil, em um contexto em que o poder público não quer se responsabilizar pelo direito de ninguém, em um contexto que quando se investe é de forma precária e para calar a voz daqueles que lutam por condições mais dignas de vida e de trabalho.
Segundo reportagem do site Tribuna de Minas, do dia 22 de abril de 2012, professores foram impedidos de merendar na escola, no Estado de Minas Gerais:
É o caso de um docente (os nomes dos entrevistados não serão citados para evitar represálias) que trabalha das 7h às 17h em uma escola da Zona Sudeste de Juiz de Fora: "Não tem nem lugar onde eu possa fazer uma refeição por perto, e nem daria tempo." Uma educadora de 35 anos, que tem duas matrículas no estado, uma em instituição da Zona Norte, e outra em um colégio da região Leste, passa por problema semelhante. "Não dá tempo de parar para almoçar, e nem tem como conservar o almoço, saio de casa antes das 6h. Não sei como vou fazer se não puder comer na escola. Também não vejo razão para esta proibição, sempre sobra comida." (http://www.tribunademinas.com.br/cidade/professor-impedido-de-merendar-na-escola-1.1078479) 
Há tanta situação que deveria ser fiscalizada, tantas coisas mais importantes para se preocupar, como o fato de se esse trabalhador em meio a sua rotina de trabalho terá condição de se alimentar. A preocupação deveria ser com a pobreza, para além de discursos. Preocupação com uma educação digna para o aluno, e não com grande quantidade de alunos na escola, sem uma educação de qualidade, sem professores em sala de aula.
Enfim, sabemos que superar isso tudo não é fácil, pois está associado a um contexto maior que enxuga o investimento no setor público, seja na educação, seja na saúde. Enxuga investimento em recursos humanos, em infraestrutura, etc. É teto caindo, é chão quebrado, é falta de cadeira, é professor faltando, é aluno evadindo das escolas. Não podemos achar que é assim e sempre será assim, o poder público deve investir no que é prioridade para a sociedade e para classe trabalhadora que reivindica aquilo que de fato lhe é de direito.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Visita ao Bairro da Lapa - Relatório

Relatório da visita ao bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, em 19 de abril de 2012, às 19:30h

Foi realizada visita ao bairro, especificamente nos Arcos da Lapa, região onde ocorrem muitas festas.

Existem pessoas em situação de rua, sentados, conversando e observando nossa visitação. Há muito lixo espalhado em toda parte, o que nos trouxe a ideia de realização de um trabalho de reciclagem.

Na escadaria da Lapa, tudo é muito colorido, com traços marcantes da cultura brasileira, mas também há muitos jovens utilizando drogas, o que se pode pensar em um programa de conscientização dos danos causados por elas.

A população predominante é de moradores do local, famílias, mas, também, é muito frequentado por jovens de classe média. Além disso, observamos a montagem de várias barracas de vendedores ambulantes sendo montadas por volta das 20:30h.

No local, observamos a existência de uma igreja evangélica, e próxima a ela uma área de lazer com poucos brinquedos, bem precarizada.

Predominam os bares, desde simples cafés aos mais sofisticados restaurantes, além de uma casa de dança. Percebemos que estes locais utilizam a calçada como sua extensão, colocando mesas e cadeiras ao lado de fora, atrapalhando o tráfego de pessoas, que muitas vezes têm que andar pela rua colocando a vida em risco por falta de opção.

Na Lapa há uma parte precarizada que precisa de atenção especial da prefeitura para melhoria das moradias, principalmente, já que é um bairro com aspecto ainda muito antigo e as casas estão muito deterioradas.

Existem algumas obras de infraestrutura ao longo da Rua da Lapa. Há, também, uma escola de música, uma Casa de Missionárias da Caridade, uma casa de shows Disco Voador onde são realizados cursos livres, situado na esquina da Travessa do Mosqueira com Rua Joaquim Silva. Neste local, os muros são todos decorados, com pixações de artistas, tudo muito colorido e interessante.

Existe também um abrigo de meninos, o São Martinho.

Por volta das 20:00 h, na Rua do Lavradio esquina com Rua Mem de Sá, os bares mais conhecidos como Carioca de Gema, Boemia da Lapa e Lapa na Pressão, entre outros, começam a encher de pessoas da classe média, com muita música.