Operações
da prefeitura não conseguem inibir consumo da droga no Centro do RIO - É como
enxugar gelo. As operações realizadas pela Secretaria municipal de Assistência
Social não conseguiram frear o consumo de crack nas imediações da Central do
Brasil e em ruas atrás do Comando Militar do Leste (CML). Na noite de
quinta-feira, O GLOBO flagrou a cracolândia funcionando livremente e sem
qualquer repressão no local.
Pela
manhã, a prefeitura realizou ações de combate ao crack e de retirada de
população em situação de risco de ruas do Centro, da Tijuca e de Copacabana.
Equipes de abordagem recolheram 85 pessoas, sendo 74 adultos e 11 menores. Maioria
foi recolhida em áreas do Centro.
A
intervenção na quinta-feira começou pela Tijuca. Equipes percorreram as ruas
Conde de Bonfim, Barão de Mesquita, Santo Afonso e Conde de Itanhangá; a Avenida
Maracanã; e a Praça Saens Peña, onde foram identificados 21 adultos em situação
de rua.
Em
Copacabana, foram acolhidos oito adultos que perambulavam pelas avenidas
Atlântica, Nossa Senhora de Copacabana; e pelas ruas Barata Ribeiro, Siqueira
Campos e Figueiredo de Magalhães.
No
Centro, funcionários da Secretaria de Assistência Social voltaram à Central do
Brasil. Eles percorreram ainda a Avenida Presidente Vargas e as imediações da
Rodoviária no Rio, da Estação da Leopoldina, do Viaduto dos Marinheiros e da
Candelária. No Centro, 45 adultos e 11 crianças e adolescentes aceitaram seguir
para abrigos do município.
União
repassará R$ 40 milhões ao ano para o Rio.
Hoje
pela manhã, a prefeitura e o estado assinam termo de adesão ao programa do
governo federal "Crack, é possível vencer". A União repassará R$ 40
milhões ao ano para o município aumentar a oferta de tratamento de saúde e
atenção aos usuários de drogas, enfrentar o tráfico e as organizações
criminosas e ampliar as atividades de prevenção.
A
assinatura do convênio será no Palácio da Cidade. Participarão da cerimônia os
ministros José Eduardo Cardozo, da Justiça, e Alexandre Padilha, da Saúde; o
governador Sérgio Cabral; e o prefeito Eduardo Paes.
Leia
mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/usuarios-de-crack-voltam-central-do-brasil-4634438#ixzz1vEdOzVP5
Será que o repasse de 40 milhões suficiente para que os usuários de crack se livrem desse vício? Vemos que a sociedade tem se mobilizado para combater o uso dessa droga que tem destruído tantas famílias, mas é preciso muito mais que mobilizações ou ações de retirada das ruas desses usuários. A Assistência Social deve realizar uma pesquisa mais aprofundada do perfil desses usuários e o motivo que os leva a utilização do crack para traçar novas formas de combater o uso. Por que será que os usuários voltam ao local de onde são retirados? A dependência é algo muito forte, mas os Assistentes Sociais precisam se unir para pensar ações mais eficazes para que realmente haja o combate ao uso das drogas e não somente aguardar o repasse de verbas do governo, como se isso fosse resolver o problema. Devemos pensar se não há verbas suficientes ou se elas não são usadas de maneira correta.
ResponderExcluirComplementando o comentário acima, creio também que para além de "verba", que óbvio é fundamental para a implementação e continuidade de qualquer política/programa social, é preciso a realização de um trabalho sério, eficaz e comprometido.Não de forma fragmentada ou pontual, fazendo apenas o "recolhimento" dessas pessoas, mas que sejam tomadas medidas, que articulem as diversas políticas sociais, tendo em vista que a questão do crack e do uso abusivo de drogas possui múltiplos determinantes, portanto, seu enfrentamento não compete apenas á Política de Assistência, mas também a de Saúde, Educação entre outras.
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