RESUMO DO TRABALHO DE TÉCNICAS
INTERVENTIVAS” PROJETO DE PESQUISA - Situação
da operação choque de ordem junto à população em situação de rua no bairro da
Lapa, nos meses de abril a dezembro de 2012.”
O tema foi escolhido
para conhecer a realidade da população em situação de rua, e com isso
contribuir para elaboração de projetos e políticas públicas, visando melhorias
para essa população e para organização sócio espacial do bairro da Lapa.
A pesquisa foi realizada por alunos da Universidade
Federal do Rio de Janeiro, especificamente o grupo responsável pelo tema.
A
Lapa é uma região do Centro da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Conhecido
como o “berço” da boemia carioca, também é famosa pela arquitetura, a começar
pelo Aqueduto da Carioca, sua principal referência geográfica e um dos
principais símbolos da cidade. Mas existe também o aspecto negativo do local. A
Rua da Lapa encontra uma das maiores desordens urbana da cidade, com lixo,
camelôs e pessoas em situação de rua. O contraste é com o processo de
revitalização que está acontecendo no bairro. A gentrificação é compreendida
como uma “limpeza” e melhoria dos serviços do local para que as classes sociais
mais elevadas possam frequentar com “ tranquilidade” e mais comodidade as
atrações do bairro, e até mesmo fazer moradia no local.
É um grande desafio lidar com a população em
situação de rua, no que diz respeito à garantia de direitos e o fortalecimento
da rede de serviços. Diversos são os motivos que levam os jovens às ruas como,
por exemplo, não tem dinheiro para bancar a passagem do transporte,
inviabilizando a volta para casa após o trabalho durante a semana, e quando
conseguem algum dinheiro procuram vagas em albergues e pensões. Também existem
aqueles que são recém-chegados à cidade à procura de emprego, sem dinheiro e
sem conhecer ninguém, acabam utilizando a rua como moradia. E aqueles que
realmente não tem residência, estão desempregados, não têm uma família estruturada
e dependem da boa vontade das pessoas e do poder público. As condições são
precárias para quem mora na rua, mesmo que provisoriamente. Os abrigos do
município do Rio de Janeiro estão superlotados. O quadro de possibilidade de
abrigamento para essas pessoas encontra-se precário, mas mesmo nessas condições,
pessoas continuam a serem abrigadas sem nenhum tipo de acompanhamento por parte
da política de Assistência Social articulada às demais políticas como: Política
de moradia, segurança alimentar, educação, emprego, segurança e etc. Ou seja,
não se pensa Política de Assistência Social de forma inter setorial.
Enfim, buscam-se
esclarecimentos por parte das autoridades como: Por que as políticas públicas
estão sendo pensadas em detrimento aos direitos humanos, cidadania e dignidade
humana de parcela da sociedade? Cabe-nos pensar que antes dessas pessoas serem
pessoas em situação de rua, são cidadãos de direito como todos nós.
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