Nós,
enquanto alunos de Serviço Social, achamos importante trazer esse tema para
reflexão, pois está em evidência na sociedade e se desdobra em questões
relevantes para a categoria do Serviço Social pensar.
Antes de prosseguirem com a leitura assistam esse vídeo:
Como
podemos pensar em uma educação de qualidade se não há investimento nos
profissionais, e mais especificamente nos salários dos educadores da rede
pública. Pode-se dizer que antes de serem profissionais formados, são pessoas e
trabalhadores como nós que têm famílias para sustentar e contas a pagar. Essas
pessoas muitas vezes se desdobram para que mesmo com a falta de investimento por
parte do poder público, os alunos tenham acesso a um ensino de qualidade. Esses
professores carregam a responsabilidade de educar um país, mais especificamente
os pobres do Brasil, em um contexto em que o poder público não quer se
responsabilizar pelo direito de ninguém, em um contexto que quando se investe é de forma precária e para calar a voz daqueles que lutam por condições mais dignas de vida e de trabalho.
Segundo reportagem do site Tribuna de Minas, do dia 22 de abril de 2012, professores foram impedidos de merendar na escola, no Estado de Minas Gerais:
Segundo reportagem do site Tribuna de Minas, do dia 22 de abril de 2012, professores foram impedidos de merendar na escola, no Estado de Minas Gerais:
É o caso de um
docente (os nomes dos entrevistados não serão citados para evitar represálias)
que trabalha das 7h às 17h em uma escola da Zona Sudeste de Juiz de Fora: "Não tem nem lugar onde eu possa fazer uma refeição por perto, e nem daria
tempo." Uma educadora de 35 anos, que tem duas matrículas no estado, uma
em instituição da Zona Norte, e outra em um colégio da região Leste, passa por
problema semelhante. "Não dá tempo de parar para almoçar, e nem tem como
conservar o almoço, saio de casa antes das 6h. Não sei como vou fazer se não
puder comer na escola. Também não vejo razão para esta proibição, sempre sobra
comida." (http://www.tribunademinas.com.br/cidade/professor-impedido-de-merendar-na-escola-1.1078479)
Há
tanta situação que deveria ser fiscalizada, tantas coisas mais importantes para
se preocupar, como o fato de se esse trabalhador em meio a sua rotina de
trabalho terá condição de se alimentar. A preocupação deveria ser com a pobreza,
para além de discursos. Preocupação com uma educação digna para o aluno, e não com grande quantidade de alunos na escola, sem uma educação de qualidade, sem professores em sala de aula.
Enfim, sabemos que superar isso tudo não é fácil, pois está associado a um contexto maior que enxuga o investimento no setor público, seja na educação, seja na saúde. Enxuga investimento em recursos humanos, em infraestrutura, etc. É teto caindo, é chão quebrado, é falta de cadeira, é professor faltando, é aluno evadindo das escolas. Não podemos achar que é assim e sempre será assim, o poder público deve investir no que é prioridade para a sociedade e para classe trabalhadora que reivindica aquilo que de fato lhe é de direito.
Enfim, sabemos que superar isso tudo não é fácil, pois está associado a um contexto maior que enxuga o investimento no setor público, seja na educação, seja na saúde. Enxuga investimento em recursos humanos, em infraestrutura, etc. É teto caindo, é chão quebrado, é falta de cadeira, é professor faltando, é aluno evadindo das escolas. Não podemos achar que é assim e sempre será assim, o poder público deve investir no que é prioridade para a sociedade e para classe trabalhadora que reivindica aquilo que de fato lhe é de direito.


O descaso no ensino no Brasil é preocupante. E isso não só no ensino público, mas também no privado, que cobra altos valores de mensalidade mas muitas vezes deixa a desejar num ensino de qualidade. Por mais que não existam dificuldades com professores, como na rede pública, existem outras questões que devem ser abordadas. Ensino bom não é somente ter professores em sala de aula e oferecimento de cursos e outras atividades; é muito mais que isso, é oferecer um ensino de qualidade que realmente leve o aluno ao seu desenvolvimento intelectual e social. E o que podemos dizer então do ensino público ? Pagamos impostos, recebemos promessas nas eleições sobre melhorias na educação e onde está a qualidade? Faltam professores, que por sua vez recebem baixos salários, falta muitas vezes infra-estrutura nas escolas, segurança para alunos e professores e os programas na área da educação que deveria incluir a TODOS os alunos, só insere aqueles que são participantes de programas do governo, aumentando ainda mais o clientelismo político. É preciso uma melhoria urgente no ensino público e nas condições de trabalho dos professores, para garantir um futuro positivo para esses alunos, garantir que eles tenham acesso às universidades de maneira igual aos alunos de escolas particulares, garantir que eles possam disputar uma vaga no mercado de trabalho de forma igualitária e não inferior aos outros.
ResponderExcluir